quarta-feira, 7 de março de 2012

VIVAÇIDADE - ESPAÇO CRIATIVO!


TRIBUTO A... CAMILO PESSANHA POR:

JOSÉ SILVA.


No dia 8 de Março de 2012, pelas 17 horas, no Vivacidade – Espaço criativo, presta-se tributo a Camilo Pessanha.
José Silva fará a apresentação da vida e a obra do poeta Camilo Pessanha, ao passar mais um aniversário da sua morte.  
 Camilo Almeida Pessanha nasceu em Coimbra a 7 de Setembro de 1867, e morreu em Macau, a 1 de Março de 1926.
A sua obra mais conhecida – Clepsidra, foi editada pela primeira vez em 1920.

  A sessão contará com a actuação do músico Fernando Ribeiro!


 
BIOGRAFIA

Após formar-se em Direito foi para Macau, na China, onde exerceu a função de Professor. Acometido de Tuberculose e, segundo alguns estudiosos, viciado em ópio, o que contribuía para o agravamento da doença, retornou várias vezes para a Portugal para tratar da sua saúde.
Essas viagens de pouco valeram, uma vez que o poeta faleceu em 1º de março de 1926 em Macau. Camilo Pessanha que é, sem sombra de dúvidas, o maior e mais autêntico poeta Simbolista português foi fortemente influenciado pela poesia de do poeta frances Verlaine. Sua poesia, que influenciou vários poetas modernistas, como por exemplo Fernando Pessoa, mostra o mundo sob a óptica da ilusão, da dor e do pessimismo. O exílio do mundo e a desilusão em relação à Pátria também estão presentes em sua obra e passam a impressão de desintegração do seu ser. A sua obra mais famosa é " Clepsidra", relógio de água, que contém poemas com musicalidade marcante e temas até certo ponto dramáticos!

O que Eugénio de Andrade diz:

"Sempre tive Camilo Pessanha como exemplo da mais alta ascese poética, digamos, um homem da raça de Baudelaire ou de Cavafy. Pessoa, Pessanha, Cesário, Camões – e agrada-me citá-los assim a contrapelo – foram sempre para mim os nomes supremos da poesia de língua portuguesa. (...) Mas de todos eles, creio que só Camilo Pessanha amei em segredo como mestre. E a tal ponto lhe queria que tinha uma espécie de ciúme – eu, tão pouco possessivo – sempre que algum crítico mais superficial referia o seu nome a propósito de alguma influência sua, mais superficial ainda, num ou noutro poeta. Então surpreendia-me a murmurar: O homem é tolo, o único herdeiro daquela música magnífica, sou eu. Por aqui se vê a que ponto me orgulhava do meu mestre."

 O que Camilo Pessanha diz;

"E eu, que tinha saudades de quanto ia deixando, até de Barcelona, onde estive cinco dias, até de Colombo onde estive duas horas. Porque a gente é bem um grumo de sangue, que por toda a parte se vai desfazendo e vai ficando."

Novelas 07 de Março de 2012;


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